Observando a cena que aparece perante mim, noto cada vez mais o quão peculiares são os pedidos dos meus clientes e como tenho saudades dos pedidos mais simples de apenas eliminar um marido traidor ou um rival para um alto cargo político. No entanto, são estes trabalhos que me fazem ter orgulho de quem sou. São estas paredes cobertas de sangue esquartejado enquanto degolava mais um alvo e via a sua enfadonha cara a perder a vida a cada gota de sangue expelida. É o cheiro a uma morte fresca, a entranhas espalhadas pelo chão de um apartamento que foi tão carinhosamente decorado e cuidadosamente limpo por alguém que em tempos teve vida. E é também a quantia exorbitante de dinheiro a fazer algo que realmente me dá prazer. Matar… a minha droga.
"O meu nome é Arksimas, e este corpo flácido que está pendurado diante de mim como um porco, cuja dignidade foi extraída no matadouro, foi em tempos um hipócrita líder espiritual da Igreja Católica de Luxern. Mais rápido a apontar o dedo ao pecado de outrem do que a perder a sua vida nas minhas mãos, era um psicótico padre que nos seus tempos livres se dedicava a sacrificar jovens virgens para o seu demoníaco Deus Rax. Não posso dizer que não simpatize com os seus gostos fora da igreja, mas um trabalho é um trabalho, e os seus fiéis pediram que o fizesse sofrer como ele fez às dezenas de jovens que sacrificou com um punhal embebido de pecado e morte."
De todos os trabalhos onde expresso a minha arte, nunca tive oportunidade de experimentar outras artes, no entanto os metros de intestino fazem um belo pentágono. Gosto de quebrar a monotonia assim...