domingo, 13 de setembro de 2009

Kaira

- Finalmente as obras de construção das linhas LSD terminaram. Agora que estamos todos ligados, dizem que estamos mais próximos, mais unidos e que isso será bom para a prosperarão do Continente. Sabes o que acho? Acho que a partir do momento em que a estação for inaugurada a nossa privacidade vai ser invadida de dez em dez minutos. Curiosos vindos das enormes metrópoles vão eleger esta aldeia como guia turístico! Virão de todo o lado ver as últimas casas de xisto do Continente, todos quererão levar alguma lembrança, uma pedra para as suas casas de betão gigante que mal dá para ver o chão.

Nem sei como conseguem viver naquelas cidades, na-naqueles prédios gigantes! As cidades parecem árvores gigantes onde em cada galho mais alto vive o macaco mais rico, o chão escarrado e sujo? Esse é para os pobres que andam nas ruas de boca aberta à espera de apanhar alguma benesse de segunda dos macacos.

Unidos? Prosperação? Não me fodam…

E tu tiveste de ir atrás deles! Porque raio foste tu atrás deles? Querias-te passar por eles, para destruir o podre por dentro a fim de parar as construções ou pelo menos desviar a linha da nossa aldeia, para a manter salva, escondida, virgem. Eles foram mais espertos, aceitaram-te, abraçaram-te e quando menos esperaste espetaram-te uma faca e torceram! Deixaram-te cair na rua como uma merda. Foste patético, que esperavas?

A linha é inaugurada hoje daqui a meia hora, estarei lá à espera e a primeira coisa que verão é o reluzir da minha espada e o sangue a saltar dos seus ventres.

Juro por tudo mano, por ti e pela nossa aldeia.~

Que raiva!

Kaira dá um trago na sua cerveja e despeja o resto no chão sobre a campa do seu irmão.

- Está um pouco choca, mas paciência, não estás aqui para a apreciar. Talvez seja a última que beba, mas caga lá nisso. Tenho de ir andando.

Gosto muito de ti mano, desculpa as vezes que fui uma cabra contigo.

Posou um joelho no chão, olhou para a lápide e encostou a garrafa de cerveja. Sacudiu o pó de cima e colocou uma flor vermelha em cima da mesma. – Sangue – Sem verter uma única lágrima, Kaira levou a mão aos lábios e enviou um beijo ao seu irmão, devagar em jeito de meditação levanta-se e afasta-se lentamente da campa deixando a mão para trás. – Adeus e até já… -

Kaira apressa o seu andar, agarra o seu sabre e vai sacudindo a saia. Sai do cemitério.

- Por favor, informam-se a todos os passageiros que o comboio das 15.00 está a chegar ao terminal nº7. Advertimos para que permaneçam atrás da linha amarela para o seu bem estar e segurança. A Light Speed Dominion deseja a todos os utentes uma boa viagem. -

- Já não era sem tempo... -

O dia estava alto com o Sol no seu expoente máximo, a esta hora do dia as temperaturas atingiam valores altissímos, o mercúrio não conseguia acompanhar o trote destes dias que aparentavam ser os dias mais quentes do ano. As cores azuis e brancas do céu foram substituidas abruptamente pelas cores amarelo palha seco e o laranja que enchem o céu como uma aguerela seca e podre, pinceladas bruscas e animalescas coloriam o que outrora era um manto oceânico coberto por colossus de algodão.
Ao longe, como uma miragem, o céu era rasgado por uma serpente a alta velocidade, rugindo em surdina pelo cenário aportando rapidamente na estação 7, lucky seven como diziam os yankees. Algo no ar agoirava que não iria ser um dia de sorte e mal a serpente metálica preta e vermelha parou na estação da sorte, o inferno desabou na terra....as portas abriram-se...estava escuro...uma luz, duas, três...quatro, um rugido...um cheiro. Pestilência, morte...

- O comboio está atrasado -

Agora, a estação vazia dava lugar a uma multidão de demónios e aventesmas que saiam do comboio como gente civilizada em hora de ponta, semelhança gritante a não ser pela falta do jornal. As aves que ainda tinham coragem de estar ali, rodeavam uma pequena rapariga, baixa que devia ter os seus 16 anos, o seu longo cabelo negro tingia o dia como um borrão de tinta visto do céu. Uma leve brisa pediu a honra de uma dança e de mãos dadas com o seu belo cabelo negro petróleo dançaram uma valsa convidando todos em redor, se não fossem tão primitivos. O vento tornou-se mais arisco e decidiu flirtar com a jovem apalpando-a com as suas mãos frescas, descendo cada vez mais a camisa branca e desceu mais, levantando a sua saia de colegial revelando umas inocentes cuecas brancas...
E nesse dia mais quente do ano, onde o sol ofuscava a vista e onde o suor se recusava a sair, a pequena menina bailou, foi uma dança suave, rápida, bela... dançou com o vento e nesse dia de amarelo palha seco e laranja, o dia conheceu outra cor...o vermelho sangue. E o comboio voltou a partir.

- Já não era sem tempo...-

- Por aqui senhores, venham conhecer a estação e logo vamos almoçar à aldeia. Um local tosco e pobre, mas come-se muito bem aqui! – Convidou um velho bonacheirão com uma enorme fita que cobria o corpo todo. Tinha ar de importante.

- Lamento, mas o restaurante está fechado. – Interrompeu Kaira.

- Desculpa menininha? – Respondeu algo engasgado.

- Não desculpo nada.

- Desculpa, não estou a entender, quem és tu?

- Sou a irmã daquele que vocês mataram! Ele era um dos vossos!

- Quem?

- Ela fala daquele “assassino” idiota que despachei o ano passado. – Por detrás do velho surge um vulto que responde ao velho, não baixo o suficiente para Kaira o ouvir.

- Sim, ele foi um idiota.

- Ah, já sei! E queres vingança? OK, dou-te essa hipótese, mas depois deixa-me ir almoçar, está pequenina?

- Simpleton, Rudolf, espero que apodreçam no inferno!

Kaira desembainha a espada e corre na direcção do gordo em primeiro, mas é parada a meio por uma bala certeira na perna.

- Insectos…

O individuo de negro sai de trás de Simpleton, o velho gordo da fita e aproxima-se de Kaira que jazia no chão a sangrar.

- Mais um Arkimsas que tenho de despachar, quantos mais de vocês existem?

- Acaba comigo! Não quero discursos.

- Sabias que quando se ceifa uma outra vida, estamos a encurtar a nossa por um ano? É uma pena ter de matar uma criança, quantos anos serão?

- Não os suficientes. Que esperas?

- Estou a pensar naquela discurso que dei ao Arkimsas naquele dia, espera.. foi algo de todos sermos assassinos afinal de contas. E tu…

Kaira sempre detestou mortes lentas nos filmes, discursos que não levavam a lado nenhuma que davam sempre hipóteses às vitimas de escaparem e os filmes nunca enganavam. Sem ter reparado, o assassino mal teve tempo de puxar o gatilho. A Katana de Kaira tinha encontrado o caminho até ao seu pescoço, espetando-lhe pela cabeça como uma espetada.

- Cabra, que fizeste?!

Mas Kaira não ouviu, estava a entrar em choque devido ao sangue perdido. Lentamente ia-se esvaindo, a sua vida ia-se soprando lentamente. Cada vida ceifada, encurtava a vida da pessoa que matou e a de Kaira estava por um fio, fino. Partiu-se.

No fim somos todos assassinos, quer que matemos pelo lado do bem, ou pelo lado do mal. Perdem-se sempre vidas. Traidores, Polícias corruptos, Kaira e Field Arkimsas, monstros.

Seja como for, no fim somos todos monstros, a cerveja ficará sempre choca sobre uma campa empoeirada e as flores continuarão a tomar cor de sangue.

No fim, todos morremos.

sábado, 12 de setembro de 2009

Arksimas #3: Parte 2

Dentro do parque de estacionamento, a figura aproximou-se de um Mustang amarelo com duas riscas pretas. A ânsia ainda era visível, até ao abrir a porta. Com o torcer da chave, o motor penetrou as fileiras de colunas de betão com o seu rugido, e no minuto seguinte, vindo do auto rádio, juntou-se-lhe uma sinfonia caótica de guitarras eléctricas distorcidas acompanhadas de vozes roucas e batidas fortes. O ritual mantinha-se e dava-se assim o mote para mais uma aventura sanguinária.

Por entre as ruas semi-desertas, onde só os mais corajosos (ou ingénuos) deambulavam, o som proveniente do carro era mais audível que nunca. Superado apenas pelo enorme estrondo que se seguiu.
Vindo da esquerda, um jipe preto chocou com uma precisão tremenda na lateral do carro, obrigando-o a levantar os pneus do solo e procurar destino na parede de um dos vários arranha-céus que ocupam a cidade. Quem assistiu chamou-lhe de um espectáculo acabado em tragédia. De dentro do carro capotado arrastou-se a figura, agora ensanguentada, à procura de oxigénio e escape dos vidros partidos e metal retorcido.

A porta do condutor do jipe abriu-se e permitiu a saída de uma figura negra. Uma outra figura. Com o sobretudo preto a arrastar pelo chão, avançou lentamente para a figura que ainda se arrastava. Retirou de dentro do sobretudo uma pistola com um longo cano, apontou-a à sua vítima e iniciou o seu discurso:
Tenho um recado do meu patrão. Ele não precisa de publicidade indesejada. Estavas bem, estavas mesmo bem. Recebias mais do que nós todos juntos para fazer o que gostas, e nós livrávamo-nos dos criminosos mais difíceis. Mas tinhas que estragar tudo com o vídeo. Continuo sem compreender ao certo porque o fizeste, nem me interessa compreender. Os teus actos têm consequências e lembra-te que ao fim do dia, és só mais um criminoso. E é com essa definição que vais deixar este mundo…
O ponto final do discurso foi posto pelo som do gatilho a ser puxado. A figura negra voltou para o jipe com a mesma calma com que o tinha deixado. Ao se afastar de cena era possível ler no mesmo as letras PEAC. Polícia Especial Anti-Crime.

A figura estendida no chão, cuja vida lhe tinha sido retirada por uma bala certeira na cabeça, também tinha um nome. O seu nome era Arksimas.

Arksimas #3: Parte 1

De certeza chefe?” – Pergunta uma voz interpelada pelo ruído da fraca recepção do telefone.
O dia em que eu não tiver a certeza das minhas decisões, será o dia que morrerei. Mas volto a repetir, quero-o morto. Não preciso de publicidade indesejada. Faz o que melhor sabes fazer.” – Responde a voz do lado de cá.
Certo chefe. Lidarei com ele imediatamente.” – Ouve-se o clique de fim de chamada.
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Uma figura aproxima-se do parapeito da varanda. Do bolso retira um maço de cigarros acabado de comprar, o plástico ainda protege a caixa. Removida a protecção, de dentro sai um cigarro direito à boca da figura e a persegui-lo um isqueiro em forma de pistola. Nos gestos nota-se uma perícia a ser recordada mas também um pouco de insegurança.
Ao acender o cigarro, o fumo arranha-lhe o fundo da garganta momentos antes de preencher os pulmões. O primeiro reflexo físico é a tosse, sinal da falta de prática ou da ansiedade?
Nas profundezas da sua mente corre a pergunta irrequieta de como acabará o dia. É um sentimento novo. Sempre teve o controlo sobre todas as situações. Hoje é diferente. Hoje a vantagem estará do lado oposto. E isso irrequieta a figura…

Terminado o cigarro, ao longe lê-se nos seus lábios “Está na hora.” E a figura volta para dentro.

domingo, 26 de abril de 2009

Kaira #2 - Uma cerveja no passado

- Dizem os antigos que cada alma ceifada desta vida é menos um ano de vida para nós…

- Então não tenho muito tempo.

- No entanto, não sei se isso se aplica a monstros.

- Até a pessoa mais pura pode ser um monstro.

- Sempre a arranjar desculpas, ‘né? Mas não deixas de ter razão.

- É.

-Bem lá no fundo a pessoa mais santa consegue ser uma valente cabra. Primitivamente somos umas bestas, uns “monstros”, tanto que os nossos primeiros instintos são maus.

Um bebé quando nasce é inatamente mau. É egoísta e faz de tudo para obter o que quer, as birras ‘tás a ver?

Somos moldados ao longo da vida para dividir o bem, do mal… Mas, podes tirar o leão da selva, mas não tiras a selva do leão! Continuamos a ser maus, mas há sempre aquela vozinha na cabeça que nos diz “Não faças asneiras” ou “Não matarás!” A única vozinha que me diz para me manter a linha é a do senhor polícia, não quero ir dentro outra vez. Apre. O que diz a tua vozinha?

- Para te matar.

- Engraçada.

- Sempre.

- Hei Kaira, estava aqui a pensar…

- Raro. – Interrompeu.

- Sim, sim. Estava aqui a pensar, o que há para além do oceano? Quero dizer, deve haver mais cidades, mais vilas como esta, pessoas como tu e eu, mais monstros. Nunca te despertou a curiosidade?

- …

- Um dia gostava de fazer a peregrinação. Sair daqui e viajar pelo mundo fora, conhecer coisas novas! Depois não me importava de regressar e assentar. Oh, as histórias que iria ter! Agora que a guerra terminou já podemos viajar, mas temos de arranjar um visto e não sei se sou qualificado a um por ter estado preso.

Era um dia de Verão como tantos outros, fazia muito calor e qualquer sombra era um oásis, o céu azul estava limpo de nuvens brancas, tornando impossível esconder-se do sol. As pessoas da aldeia refugiavam-se em casa ao fresco das ventoinhas, refastelados no chão frio semi-nus, outras no café central reuniam-se de tronco nu em volta das pequenas mesas decoradas de garrafas vazias da mais fresca cerveja. As peças de dominó derretiam enquanto esperavam a sua jogada. Ninguém ligava à televisão ou ao exército que marchava num país qualquer distante.

Era a hora da sesta e não se via vivalma, tirando duas pessoas, sentadas à sombra da roupa estendida e abrigados por enormes lençóis brancos. Tudo estava quieto e parado na pequena aldeia, como se esta estivesse abandonada e nenhuma brisa se atrevia a soprar para não perturbar esta imagem fantasmagórica.

- Kaira.

- Sim.

- Se alguma vez saíres da aldeia. Escreves-me?

- Todos os dias.

- Não todos os dias… Tu percebes-te. Quero que me contes tudo! Quero saber se o mundo lá fora corresponde às minhas expectativas.

- Eu é que já estou desiludida.

- Porquê?

- Pelo facto de haver e passo a citar “pessoas como tu e eu”!

- Cabra. Hei onde é que vais?

Kaira levanta-se da relva verde olhando em volta com cara de sono e sacode a erva solta do seu top branco. Trazia uns calções verdes a condizer e vinha descalça como se tivesse a saborear a liberdade do chão de Verão.

- Tenho sede, vamos ao café?

- Não tenho dinheiro, pagas?

- Vá anda lá…

- Hei, cerveja de borla!

- Não faças disto um hábito.

- Vá calma, calma.

A outra pessoa levanta-se também do chão, mas sem qualquer aprumo deixa as ervas nas calças de ganga. Vestia também uma T-Shirt com uma estampa amadora de uma coruja branca a dizer algo engraçado como “Orly”. Ele era muito mais alto que Kaira e sem dúvida mais forte pela sua estatura, mas isso não a intimidava, pois sabia-se de antemão o respeito deste por Kaira, respeito e medo.

Andando atrás dela, seguiram a passo de caracol para o bar da aldeia, mas a viagem parecia de anos, pois suavam e arfavam como se tivessem atravessado algum deserto. Passaram por casas adormecidas e por carripanas abandonadas que ferviam no passeio. Mãos nos bolsos passavam de cenário em cenário e olhavam para as casas do alto da colina, a parte mais rica da aldeia. Eram as casas mais lindas da aldeia, casas de antigos generais e gentes da guerra, habitadas agora por viúvas e por órfãos. Eram gentes orgulhosas pelos feitos dos que morreram na guerra, heróis! Mas tudo tinha um preço, pois eram as casas mais belas da aldeia e eram cobiçadas pela morte.

Os dois suspiraram.

- Prefiro casas pequenas. –

- Também eu, - Responde Kaira – Menos dinheiro para as manter e menos para arrumar.

- Práticas… -

O café aproximava-se e os velhos ainda nas suas mesas, desistiram do jogo e agora olhavam para a televisão com mais interesse.

- Kaira. Field. Boas, o que bebem? – Saúda o pachorrento do homem quase deitado ao balcão.

- Sr. Burrows. O costume. – Saúda de volta Kaira.

- Field, estás a ver aquilo na televisão? – Chama um dos velhos das mesas.

- Ná, o que está a dar?

- São as celebrações de um ano de tréguas. A sua Majestade Simpleton I está a apertar a mão ao Rudolf Feuer.

- Fingido de uma figa… Quanto tempo mais vão demorar até perceberem que isto tudo é uma fachada! Um acto! Ele só pediu tréguas para se tornar amigo daquele simplório! Para aprender os nossos segredos e tácticas, vão ver, quando formos invadidos de novo, depois vão ver…

Kaira dá um gole da sua cerveja acabada de chegar, Fields parece nem reparar na sua, ainda zangado com a televisão. Fresca. O céu a escorregar pela sua garganta.

- Aquele Simpleton é tão otário. – Continua Fields com os olhos pregados na televisão.

- Sua Majestade. – Corrige o empregado.

- Só se for a tua… -

- Finalmente vão estender as linhas de comboio LSD ao resto do continente para fortalecerem as relações – Exclama outro velho.

- Kaira, aqueles é que são os verdadeiros monstros…

-Eu sei. – Termina a sua cerveja, limpa a boca com a parte de trás da mão, olhando para a televisão – Outra…


sábado, 11 de abril de 2009

Arksimas #2

«O meu nome é Arksimas, e este corpo flácido que está pendurado diante de mim como um porco...»

Já nem me recordo ao certo porque é que o fiz. Provavelmente terá sido pela minha constante necessidade de atenção, ou simplesmente porque sempre quis aparecer na televisão. Os tais 15 minutos de fama.

«...era um psicótico padre que nos seus tempos livres se dedicava a sacrif...
Pedimos desculpa pela interrupção da emissão do telejornal. Temos em directo o Presidente para uma declaração urgente.»

O quê?! Filhos da puta! Roubaram-me os meus 15 minutos...

«-Hoje, por volta das 16h, recebemos anonimamente um vídeo amador. De momento não possuímos qualquer informação sobre a ameaça visível nestas imagens, mas estamos a trabalhar arduamente para descobrir ao certo a sua origem e como a neutralizar. Até lá pedimos à população global para se precaver e evitar a todos os custos colocarem-se em situações de perigo. Por favor aguardem por mais informações.»

O que caralho será tão importante para interromper a minha obra-prima cinematográfica? Espero bem que isto seja muito, mas mesmo muito bom.

«*Bip*
-Liga essa merda, liga, liga!
-Já tá, porra! Sai da frente, senão não consigo apanhar nada!
...
-Meu deus, olha para todo aquele sangue a sair do comboio... e parece que não pára...
-Mas o que é que são aqueles monstros? Nunca vi nada assim...
-Não sei... Não sei mesmo...
...
*Bip*
»

Interessante. Parece que está na altura de arranjar o tal hobby que procurava... caça sempre me soou bem...